Na Janela
24/02/2009
- Luisa, como vai tua mãe?
- Fui lá ontem, Levi. Ela não tá nada bem. Voltou a fumar, coisa que ela não fazia desde que eu tinha cinco anos de idade. Sabe, as vezes ela fala algumas coisas sem sentido. Minha tia tinha até dito que ela estava dizendo que falava com anjos, que eles vinham até ela e falavam sobre o futuro, coisas assim, muito estranhas.
- Tá grave assim o estado dela?
- Pois é. Eu tinha até pedido para Felipe me ligar, caso acontecesse algo, mas minhas tias pediram para ele não me preocupar, por causa da minha gravidez, etc..
- Mas o que você poderia fazer, Luisa? Você está na última semana de gravidez, e você sabe, o médico já alertou, que sua gravidez é de risco. Você não devia nem ter ido lá.
- Eu sei, Levi, mas ela anda precisando de mim…
- Claro, eu sei Luisa, mas agora tem duas “pessoinhas” precisando muito mais de você agora…
- Como assim, Levi? Não me diz que…
- Isso mesmo. Eu passei na clínica e peguei os exames. Eu sei que você queria que fosse surpresa pra você, mas eu não resisti ao te ver triste assim, tinha que te deixar contente.
- Contente?! Só Contente?! Você me deu a melhor notícia da minha vida.
- Quer escolher os nomes?
- Como você prefere? Cada um escolhe o de um?
- Não, entramos em acordo, pois acho que você gostaria de dar nome a uma garotinha também, certo?
- O que?! São um casal?!
- Isso mesmo, Luisa, não é demais?!
- Agora eu estou triplamente feliz!
- Triplamente? Não seria duplamente?
- Levi, você é minha felicidade fundamental, sem você as “outras duas” não teriam vindo.
- Você é meu amor, Luisa. Eu vou te amar pra sempre, mesmo, nem que isso me custe todo o sangue.